Quantas vezes você já teve uma ideia muito boa, mas se viu paralizado por não acreditar que conseguiria desenvolvê-la do jeito certo? Esssa crise paralizante é mais normal do que a gente imagina e tem ligação direta com a nossa necessidade de querer ser perfeito em tudo. O que esquecemos, quase sempre, é que errar é validar processos e, como ensinou Mark Zuckerberg, "feito é melhor que perfeito".

Sobre isso, o jornalista e editor-chefe do site Startupi.com, Diego Remus, fez uma análise brilhante que deveria servir de mantra para todo novo empreendedor. "A lição toda que para mim faz sentido é: a perfeição não é um objetivo nem um caminho, é um resultado. Mas é um tipo de resultado de longo prazo, geralmente, porque todo projeto segue evoluindo, melhorando, se ajustando enquanto cresce. Portanto, é imperfeito – como ficava implícito no milênio em que se falava de “qualidade total” e se explicava que é um norteador, algo em construção, nunca pronto."

No texto, que nem é tão longo e você pode ler tomando um cafézinho, Remus fala de duas correntes que se misturam e moldam nosso comportamento empreendedor. A primeira é a dos desbravadores: facão em riste deitando moitas e mudando de rumo sempre que encontra um obstáculo. Essa corrente entende as falhas como derrotas parciais e reune forças pra continuar a luta.

Já a segunda corrente, é a do eterno aprendiz: aprender o que não é certo dá o importante do que aprender o que dá certo. "É a corrente dos experimentos, das validações de hipóteses. Tem toda uma ciência aplicada. Quando se testa na prática uma hipótese e se descobre que ela não tem validade, considera-se como uma vitória parcial para sair da escuridão do nada, em direção à luz do viável". 

Apesar daquela vontade de nos reconhecermos em uma delas, Remus explica que isso é impossível porque elas se misturam: a nossa tarefa é extrair o melhor de cada uma. Pra quem ficou interessado, segue o link da análise: http://goo.gl/n6jqtR

Comment